sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Amor: Eu e o Outro

João 15.12 é um paradigma para a forma como devemos nos relacionar com o amor e como este é expresso para com o próximo:

Cristo doa-se pelos seus amigos em amor e os estimula a fazer o mesmo; inverte-se assim o quadro anterior de amor com base no ego em si ("amar os outros como a si mesmo") e acentua-se a necessidade de tomarmos as qualidades de outro, que nos é singular e desafiador ("amar como Cristo nos amou").

Assim, ou nossa expressão de amor, por nós e pelo próximo, é mediada pelo Cristo que se entregou por amor, ou seremos os mais desesperados e inconsequentes de todos, nos relacionamentos que travarmos, uma vez que nossa base será apenas aquilo que nos é próprio, rebelião contra todas as bases do amor desejado.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Disciplina na Comunidade Local


Pensamentos de comentário num post de amigo, que julgo serem pertinentes; críticas, sejam bem vindas:


Uma boa lembrança é que, no geral, (os líderes espirituais - pastores locais) estam mais para aconselhar, disciplinando em amor, que para para "colocar no banco"; é a reconciliação a Deus e sua comunidade local, em arrependimento, que desejam; "as densas trevas... e entregue a Satanás" somente para os rebeldes convictos que não aceitam o amor da comunidade local, povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo.

No início até pensava assim também ("o que corrigi é a palavra de Amor, mas também a palavra rígida e franca", adaptado), mas ao ler Colossenses[ "Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou." (3.12); "O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam responder a cada um." (4.6);] percebi que a Palavra de Amor é rígida com a punição ao erro, mas acolhedora, englobando a pessoa corrigida e a direcionando à comunhão da comunidade e não ao exílio, ou afastamento - "O banco".

Digo, tem que haver correção, nos moldes de Mateus 18, segundo Cristo, mas esta é feita pensando sempre em como restaurar a comunhão do transgressor e nunca seu afastamento... este é o último caso, mesmo assim, se for constatado que o transgressor na realidade é um ímpio e rebelde convicto, e não quando percebemos, através das testificações do Espírito Santo, que estamos corrigindo um crente em Deus.

Ao rebelde, segundo Cristo em Mateus 25, somente o inferno, a segunda morte, mas aos crentes em Deus, amor, paciência, longanimidade, misericórdia e muita relativização - aqui uso o termo não pensando que A Verdade da Escritura deva ser posta de lado, mas que devemos nos por no papel do transgressor: tal como Adão, ele tá magoado e confuso, escondendo e acusando... até vir Deus, totalmente Santo, Justo, e também totalmente Misericordioso, Amoroso(!), e o acolhe com um chamado para sua presença e faz veste para sua nudez, ainda que o castigue expulsando do Éden, Ele se manifesta aos seus filhos e recebe o sacrifício, além de conceder mandamentos para contenção do pecado.